5 de janeiro de 2012

HQ - Watchmen

Eu sempre fui fã de histórias em quadrinhos. Desde que fui numa banca que vendia gibis velhos perto da minha casa e comprei meio que por acaso "Novos Titãs e X-Men contra Fênix Negra" (putz, faz tempo...) comecei a ler e não parei mais. Lia de tudo, turma da Mônica, Luluzinha, Snoop... mas minha paixão mesmo eram as histórias de heróis, principalmente os da Marvel Comics. No meio de um desses gibis (Superaventuras Marvel eu acho...), vi o anúncio da mini-série que seria lançada em breve - "Watchmen". Quadrinhos adultos, história elaborada, Alan Moore, prêmio isso, não sei o quê aquilo. Bom, eu era criança e não me interessei, não imaginava como aqueles heróis esquisitos poderiam ser mais legais do que o homem-aranha. E quem quer saber de histórias elaboradas com 8 anos?

Alguns anos depois, fazendo curso técnico de desenho, onde 90% dos alunos também eram aficcionados por HQs, dizer que nunca tinha lido Watchmen soava pior que uma blasfêmia. E coincidiu mais ou menos nessa época o relançamento dos 12 volumes. Comprei o primeiro, depois de ler estava contando as horas para o lançamento da próxima edição. E a mesma agonia da espera se repetiu até o último volume. Não conseguia conceber na época (e nem agora!) como uma história podia ser tão bem elaborada e tão bem contada. Alan Moore definitivamente entrou para o meu panteão de escritores sagrados.

Anos mais tarde, a contragosto de Moore, fizeram a versão para o cinema de V de Vingança. Logo depois veio Watchmen. Honestamente eu não acreditei que aquela história poderia ser adaptada de maneira decente para o cinema, mas o resultado surpreende, o filme é sensacional. Mas o prazer de ler a HQ é muito maior, a quantidade de detalhes e nuances dos personagens, os diálogos, tudo. Depois de assistir o filme, procurei na minha coleção as 12 revistas e li tudo novamente. E para minha surpresa, foi como se estivesse lendo uma história quase que inédita. Vi muitas coisas de uma maneira bem diferente do que vi da primeira vez. Rorschach é o melhor exemplo. Da primeira vez que li, considerei ele a justiça personificada. Na segunda vez já o vi como um sociopata (ainda fazendo justiça, mas com um toque de psicopatia).


Essa HQ é extremamente recomendada para todos que apreciam uma boa história e uma boa leitura (infelizmente acho que não são muitas pessoas e o número parece diminuir cada vez mais). Para quem não tem paciência de ler, o filme também é bem recomendado, os efeitos especiais podem desviar um pouco o foco, mas enredo principal está lá.


8 comentários:

  1. Anderson Rodrigues de Miranda5 de janeiro de 2012 14:26

    Não vi o filme ainda, mas o Peter comentou ser bacana ( na época, faz tempo já).

    Agora os quadrinhos sempre são melhores, não importa qual seja a história. O texto escrito e ilustrado através de algumas imagens exercitam nossa criatividade, e faz com que imaginamos as coisas apresentadas, tornando tudo mais emocionante. Infelizmente vivemos na época das informações recebidas sem esforço, prontas; basta absorver da maneira que foi exposta. Nenhum filme se compara as histórias originais narradas nos quadrinhos. Não que não sejam bons (às vezes não são mesmo) mas a questão é justamente utilizar e participar com a nossa imaginação. Temos uma necessidade muito grande de criar as coisas. Tudo que podemos participar criando é mais legal do que simplesmente assistindo, seja em um jogo, ou mesmo em uma história.

    Quando for para São Paulo quero folhear essas revistas! hehe..

    ResponderExcluir
  2. Foram os melhores quadrinhos que li, nao consegui parar enqto nao terminei todos.
    O filme foi legal, mas nao tem como comparar com a leitura.

    ResponderExcluir
  3. Tem quadrinhos que são insuperáveis; não há como reproduzi-los na tevê.

    Um gibi que eu até hoje curto muito é Conan, o Bárbaro. ( muito irado!)

    ResponderExcluir
  4. Ander, elas estão aqui separadas, junto com outros clássicos que ainda vou comentar por aqui.

    "Conversar com Veidt me deixou com um gosto ruim na boca. Homosexual talvez? Lembrar de investigar mais." A maior falha do filme foi não incluir essa fala do Rorschach, aliás, ele nem vai falar com o Veidt no filme!

    Júlio, também sou fã dos quadrinhos do Conan. Sem dúvida fazem parte das histórias que moldaram meu caráter. hauuhauha

    ResponderExcluir
  5. Uma pena que hoje em dia o Alan Moore resume sua criatividade à reinvenções de personagens já existentes. A sua obra original é infinitamente superior às suas "versões".

    ResponderExcluir
  6. Estou bem por fora do mercado atual. Vi que deram um recomeço em todo o universo DC, o Alan Moore está envolvido nisso?

    ResponderExcluir