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1 de maio de 2012

Filme - Os Vingadores

Alguns filmes nos fazem pensar, refletir sobre a vida, nos fazem encarar o mundo de uma outra forma,  nos fazem sofrer e viver junto com os personagens. Alguns filmes nos fazem rir, outros chorar. Alguns só nos fazem passar raiva por ter gasto dinheiro e tempo assistindo, outros nos dão a grata sensação de ter valido cada centavo e cada minuto que dispendemos no cinema.


Os Vingadores (The Avengers) vai além de tudo isso, consegue fazer o que nenhum outro filme conseguiu. Esse filme simplesmente faz com que voltemos no tempo, faz a gente se sentir criança outra vez. Bom, eu pelo menos me senti assim. Como se tivesse oito anos novamente e estivesse lendo um gibi de super-heróis pela primeira vez, me encantando ao descobrir um mundo completamente novo e fantástico, acreditando com a inocência que só as crianças possuem que tudo aquilo é real. Por mais de uma vez deu vontade de simplesmente levantar, bater palmas, comemorar, imitar os ataques do Capitão América, do Thor, vestir a armadura do Homem de Ferro. Imitar o Hulk.


Putz, o HULK! Como o Hulk ficou legal!


Aliás, acho que o maior mérito do filme é esse – todos os personagens do filme ficaram legais. Todos possuem sua importância e sua relevância na história, todos têm pelo menos duas cenas para se comentar depois “Putz! E aquela hora que a Viúva Negra fez isso! E aquela hora que o Gavião Arqueiro fez aquilo outro! E a hora que o Capitão América...”. Todos os heróis estão perfeitos. Downey Jr. hilário como sempre, Chris Evans novamente faz um surpreendente e carismático Capitão América, Hemsworth convence como Thor, Scarlet Johansson mostra (de novo) que não é só um rostinho bonito, Ruffalo faz o melhor Bruce Banner/Hulk de todos os tempos, Jeremy Renner tem cara de Gavião Arqueiro e Samuel L. Jackson impressiona como Nick Fury. Repito – todos os heróis estão perfeitos. E o vilão está melhor ainda - Tom Hiddleston É o Loki. É ele. A atuação do cara é impressionante, no mesmo patamar do Coringa de Heath Ledger.


Já assisti duas vezes e quando esse post for publicado provavelmente já terei assistido a terceira. Na primeira vi em 2D, dublado. Só tinha molecada na sala e a sessão foi sensacional, porque eles vibravam, riam alto, aplaudiam. Alguns filmes ficam melhores com “torcida”, com a participação, cumplicidade e entrega total da plateia. Vingadores é um desses. Depois assisti em 3D Legendado, no IMAX. O público estava mais contido (o horário – meia noite – também não ajudava muito) e a experiência não foi tão imersiva. Normalmente prefiro filmes legendados, mas percebi que esse especificamente fica melhor dublado. Os diálogos são rápidos e mesmo pra quem lê com facilidade fica difícil acompanhar. As piadas também soam mais engraçadas em português.


Enfim, seja dublado, legendado, 2D, 3D... o filme é sensacional - são duas horas e meia de diversão descompromissada e garantida. 


AVENGERS, ASSEMBLE!!!






1 de abril de 2012

Conheça o blogueiro





Respostas aos memes da Joicy e da Valquíria (fico honrado com a lembrança!)



11 coisas sobre mim

1 - Torço pelo São Paulo Futebol Clube. Já fui extremamente fanático quando era jovem. Bom, acho que não mudei nada depois de velho.

2 - Tenho um Shih-Tzu (um cão conhecido pela ferocidade) chamado Kaká (meu filho que escolheu esse nome, hein!). Sim, isso combinado com o primeiro ítem acaba por gerar algumas piadas.

3 - Sou garoto de programa.

4 - Tenho 1 metro e 66 e 75 quilos (o que deixa a piada anterior sem graça, porque daí todo mundo já se liga que estou me referindo à programas de computadores).

5 - Um dia pretendo conhecer o Acre. Também não faço a menor idéia do porquê, mas quero ir, mesmo que seja pra chegar lá, pensar "que fria, hein?" e querer voltar no dia seguinte.

6 - Tenho 31 e sou casado há 10 anos (não, ela não estava grávida quando nos casamos!).

7 - Tenho um filho que acabou de completar 5 anos e está se tornando fanático por futebol e pelo São Paulo (não pressionei nem um pouco, juro por Deus!).

8 - Sou ateu. (Graças à Deus).

9 - Gosto de estudar teorias da conspiração, mesmo sabendo que é tudo bobagem.

10 - Não acredito que o homem foi à Lua (aquela encenação foi parte do plano dos Rockefeller para instituir a Nova Era).

11 - Tenho certeza absoluta que o Green Day é a melhor banda de todos os tempos. Os Beatles aparecem em um distante segundo lugar.



Resposta ao meme da Joicy (http://umaseoutrasjoicy.blogspot.com.br/)


1 - Uma música
"She" do Green Day (acabei de ouvir, provavelmente isso tenha influenciado minha escolha)

2 - Um livro
As Crônicas de Artur (Bernard Cornwell).

3 - Um filme
Pulp Fiction

4 - Um hobby
Assistir aos jogos do São Paulo no estádio

5 - Um medo
Morte das pessoas que amo

6 - Uma mania
Quebrar palitos de dente enquanto espero chegar o prato (talvez seja uma forma inconsciente de apressar os garçons, tipo - "hei, vamos levar a comida dele logo, senão ele vai acabar com nosso estoque de palitos de dente!")

7 - Um sonho
Poder me dedicar integralmente à escrita

8 - Não consigo viver sem
Paixão

9 - Tem coleção de alguma coisa?
Sim, de miniaturas de RPG (se fossem 12 coisas, a 12º seria - "As pessoas dizem que sou Nerd, não sei por quê.").

10 - O que lhe chama atenção no Umas e outras?
O jeito informal que a Joicy escreve. Parece uma conversa de boteco (só falta a cerveja pra ficar perfeito).



Perguntas da Valquíria (http://palavrasdevalquiria.blogspot.com.br/):

1 - O que você gosta de fazer no final de semana?
Tomar café na padaria, comer pastel na feira, andar no parque, jogar bola com meu filho, ir ao cinema e ao estádio de futebol.
Resumindo, gosto de sair de casa.

2 - Qual seu estilo musical?
Punk Rock!

3 - Qual seu lugar preferido?
Tirando a minha casa (embora isso soe paradoxal com a primeira resposta), o Morumbi.

4 - Qual momento mais marcou sua vida?
O nascimento do meu filho. É uma emoção indescrítivel.

5 - Tem alguma mania? Qual?
No outro meme já falei sobre a dos palitos. Que eu me lembre é só essa. Nem vou perguntar pra minha esposa, senão provavelmente ela vai aparecer com uma lista.

6 - O que você considera mais importante na sua vida?
Ficar perto e acompanhar o desenvolvimento do meu filho.

7 - Se arrepende de alguma coisa? De quê?
Às vezes penso que poderia ter me dedicado mais ao desenho e à escrita. Não sei como seria, mas tenho certeza que não teria conhecido os meus amigos atuais e talvez nem a minha esposa. Então não posso dizer que me arrependo.

Ah... deveria ter ido ao show do Paul McCartney. Disso eu me arrependo sim.

8 - Qual a sua relação com a escrita?
Gosto de escrever, mas não consigo dedicar muito tempo à isso. Tenho uns 3 ou 4 livros aguardando um pouco de atenção há anos... e o tempo vai passando e eles continuam lá, parados.

9 - Do que você tem medo?
De perder as pessoas que amo.

10 - Prefere cinema ou teatro?
Cinema! A telona me impressiona. Sempre.

11 - O que você acha da pessoa que te enviou esse Meme?
Me parece uma moça sincera, honesta e de muita fé. Uma mulher forte e independente que faz o possível e o impossível pelo filho. 
Uma boa pessoa.


28 de março de 2012

Cidade Jardim e diCapri Caffè


Por Patrícia (Patthye) O Shopping Cidade Jardim, embora destinado à classe A³ -ou mais, é um local muito interessante para você (...assim como eu, pessoa comum, filho de Deus...)  e qualquer um conhecer.  
Com arquitetura rica em detalhes, decoração charmosa, jardins naturais muito bem cuidados, lojas sofisticadas (que não cabem no meu bolso e no de quase ninguém que conheço), sala prime de cinema, livraria tranquila e rica em títulos, espaço para ler, conversar, descansar, bancos ao ar livre, com vista panorâmica da cidade, entre outros.

Como exemplos, a loja Daslu que sempre tem uma decoração moderna e cheia de extravagâncias, Tools and Toys, uma loja que vende helicópteros, carros e motocicletas de luxo, além de jet skis, lanchas, iates, buggys, etc. (só essas coisinhas básicas). Além da Jimmy Choo, queridinha das sub celebridades brasileiras, Prada e Reinaldo Lourenço.
MAS, não era isso que eu queria falar! Na verdade eu queria falar sobre meu vício em doces! Sou completamente apaixonada por tudo que é de chocolate e não existe nada, nem ninguém, que faça isto mudar... nem terapia, dieta, reza brava, nada mesmo... meu amor por chocolate vem de longa data, desde onde a minha memória consegue buscar e portanto, é um amor verdadeiro.
 
Bom, lá no Shopping Cidade Jardim, que já comentei um pouco acima que vale a pena passear, conheci a diCapri Caffè Bistrô (que eu não sabia, mas depois descobri que existe em outros locais e está no mercado há 20 anos e que de acordo com os fundadores, “é inspirado nos aconchegantes e deliciosos cafés italianos, o cardápio trás, além de uma extensa lista de drinks de café, doces deliciosos, salgados e comidinhas rápidas, servidas com muita elegância e que estão sempre muito saborosas” - sic) e seu bolo de chocolate estonteante.  Até o presente momento não houve outro que desbanque o 1º lugar deles no meu coração... e, no meu paladar, é claro! E olha que já provei incontáveis bolos de chocolate. Aliás, o 2º lugar fica para o da tia que faz os bolos para o aniversário do meu filho e o 3º fica para o meu próprio - modéstia a parte.

Voltando ao bolo de chocolate do diCapri, mesmo que eu o descreva, provavelmente não será possível fazer com que a sensação de prova-lo seja minimamente compreendida, mas vamos tentar, né? Ele tem gostinho de bolo caseiro – daquele da sua tia que manja muito de cozinha e não igual aquele que sua namorada fez usando a misturinha da caixinha - tem a massa úmida, bastante recheio e uma cobertura molinha coberta por pedacinhos de chocolate, não tem aquele gosto gorduroso de alguns chocolates por aí. E quando você dá a primeira garfada, sente aquela sensação boa, de água na boca. O preço é meio salgadinho para um pedaço de bolo, mas é bem servido e vale o investimento, além que se considerarmos o público alvo do shopping, podemos dizer que está bem em conta. Em todo caso, tem também a opção “pequeno” que vem em uma panelinha super legal e é mais ou menos a metade do outro pedaço. Uma maravilha.




Se você gosta de doces, vale a pena conferir, se você tem uma namorada, noiva, esposa, que gosta muito de chocolate, faça aquela média, levando ao Shopping Cidade Jardim e experimentando essa delícia em forma de bolo. Aí depois, você vai até o terraço do shopping, para olhar a cidade lá do alto. Numa noite fresca, cercado pelo verde do terraço, as luzes da cidade, a brisa no rosto... muito romântico – segundo o meu marido

DICA: Não peça chá, você vai pagar R$10 num saquinho de chá daqueles que compramos no mercado e uma caneca com água quente!



10 de fevereiro de 2012

Visita - Jockey Club

Eu morava perto do Jockey Club, mas nunca tinha ido lá. Na verdade entrei uma vez, para assistir "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel" na tela gigante montada para o evento Telefonica Open Air. Foi legal, mas já estava de noite e lotado, além disso a atração era o filme e a telona, então pouco importava o local. Seria o mesmo que conhecer o Morumbi indo a um show, não a um jogo de futebol. Você esteve lá, mas não conheceu realmente o lugar.

Não sou e nunca fui fã de corridas de cavalos, na verdade eu nem pensava nesse tipo de evento. Daí numa conversa casual com um amigo, perguntei o que ele havia feito no fim de semana e a resposta foi - "Pô, fui assistir umas corridas lá no Jockey...". Reagi com certo espanto - Jockey? Era impressão minha (e percebo que muitos moradores de São Paulo a compartilham) que no mínimo seria preciso pagar para entrar lá - e não parece ser barato. Outra coisa, parece que entrando, seria obrigatório apostar. E que só teria um monte de velhos viciados em jogo fumando lá dentro.

Bom, os velhos viciados em jogo estão lá (a maioria fumando), mas a entrada é gratuita e não é obrigatório apostar. Caso você queira tentar a sorte grande, a aposta mínima é de R$ 2,00 (outra coisa que eu imaginava errado, pensei que uma paosta mínima seria de cerca de R$ 100,00). Se acertar o azarão dá até R$ 35,00 de retorno (já vi acontecer com uma sortuda bem próxima). Percebi que se dependesse disso para viver já estaria na cova, não acertei nenhuma aposta até hoje. Mas a diversão vale a pena.

Continuo não sendo fã de corridas, mas recomendo uma visita ao Jockey Club, é mais legal e mais acessível do que parece. A visão das tribunas é bem bonita, principalmente quando começa a cair a noite e a marginal fica "acesa". Tem até alguns brinquedos (escorregador, gangorra, etc.) para as crianças.

Enfim, para quem mora em São Paulo, é um lugar que vale uma visita.

Só não vão se viciar no mundo das apostas hein!


5 de janeiro de 2012

HQ - Watchmen

Eu sempre fui fã de histórias em quadrinhos. Desde que fui numa banca que vendia gibis velhos perto da minha casa e comprei meio que por acaso "Novos Titãs e X-Men contra Fênix Negra" (putz, faz tempo...) comecei a ler e não parei mais. Lia de tudo, turma da Mônica, Luluzinha, Snoop... mas minha paixão mesmo eram as histórias de heróis, principalmente os da Marvel Comics. No meio de um desses gibis (Superaventuras Marvel eu acho...), vi o anúncio da mini-série que seria lançada em breve - "Watchmen". Quadrinhos adultos, história elaborada, Alan Moore, prêmio isso, não sei o quê aquilo. Bom, eu era criança e não me interessei, não imaginava como aqueles heróis esquisitos poderiam ser mais legais do que o homem-aranha. E quem quer saber de histórias elaboradas com 8 anos?

Alguns anos depois, fazendo curso técnico de desenho, onde 90% dos alunos também eram aficcionados por HQs, dizer que nunca tinha lido Watchmen soava pior que uma blasfêmia. E coincidiu mais ou menos nessa época o relançamento dos 12 volumes. Comprei o primeiro, depois de ler estava contando as horas para o lançamento da próxima edição. E a mesma agonia da espera se repetiu até o último volume. Não conseguia conceber na época (e nem agora!) como uma história podia ser tão bem elaborada e tão bem contada. Alan Moore definitivamente entrou para o meu panteão de escritores sagrados.

Anos mais tarde, a contragosto de Moore, fizeram a versão para o cinema de V de Vingança. Logo depois veio Watchmen. Honestamente eu não acreditei que aquela história poderia ser adaptada de maneira decente para o cinema, mas o resultado surpreende, o filme é sensacional. Mas o prazer de ler a HQ é muito maior, a quantidade de detalhes e nuances dos personagens, os diálogos, tudo. Depois de assistir o filme, procurei na minha coleção as 12 revistas e li tudo novamente. E para minha surpresa, foi como se estivesse lendo uma história quase que inédita. Vi muitas coisas de uma maneira bem diferente do que vi da primeira vez. Rorschach é o melhor exemplo. Da primeira vez que li, considerei ele a justiça personificada. Na segunda vez já o vi como um sociopata (ainda fazendo justiça, mas com um toque de psicopatia).


Essa HQ é extremamente recomendada para todos que apreciam uma boa história e uma boa leitura (infelizmente acho que não são muitas pessoas e o número parece diminuir cada vez mais). Para quem não tem paciência de ler, o filme também é bem recomendado, os efeitos especiais podem desviar um pouco o foco, mas enredo principal está lá.


16 de dezembro de 2011

Livro - O espião que saiu do frio

O gênero de espionagem nunca me atraiu muito na literatura. Com exceção às histórias do Sherlock Holmes, também nunca me interessei muito por contos policiais e de investigação em geral.

Bom, acabei começando a ler "O espião que saiu do frio" por recomendação e insistência de um amigo que me emprestou dizendo que era o melhor conto de espionagem que ele já leu. 

No começo a história é empacada e confusa, quase desisti. Mas conforme vai engrenando, você vai se acostumando aos personagens, tentando desvendar a trama, vai vivendo a história. Vai lendo cada página sem perceber as nuances que serão reveladas depois. E quando terminei de ler, só ficava pensando - putz, que história, que trama!

Poderia dizer que foi o melhor livro de espionagem que já li, mas isso não ia querer dizer muita coisa, afinal foi o único (pelo menos que me lembro de ter terminado). Peguei outro livro do mesmo autor - O espião que sabia demais - comecei a ler, mas acabei abandonando. O que só valoriza a recomendação de "O espião que saiu do frio".

Para quem tem preguiça ou não não gosta de ler, tem a versão cinematográfica da história (não assisti, então não vou comentar sobre a qualidade):


O Espião que veio do frio (1965) - Drama - 112 minutos

26 de novembro de 2011

Game - Batman Arkham City

Eu sempre gostei de histórias em quadrinhos. Nunca fui fã da DC Comics, é verdade, mas sempre fui fã do Batman. Depois de ler "O Cavaleiro das Trevas" de Frank Miller, gostar do Batman deixa de ser uma opção.


Também sempre gostei de videogame e apesar da idade já não permitir acompanhar tanto - e além que  com o tempo tudo acaba enjoando um pouco - de vez em quando ainda jogo um pouco. Depois fico me sentindo culpado por ter jogado - "putz, deveria ter usado esse tempo para escrever mais contos, assim nunca vou conseguir terminar nenhuma história". 


Só posso dizer que esse jogo combina com perfeição as histórias em quadrinhos com o videogame. E esse eu acabei jogando bastante.


Não joguei o anterior "Asylum Arkham" então não posso dizer se melhorou ou piorou. Só posso dizer que quando você começa a jogar esse aqui, tem a impressão que está controlando uma história em quadrinhos, tem a impressão que está realmente lutando ali nas ruas sujas, que está mesmo planando pela noite e quase consegue sentir o cheiro da cidade. 


A variação de movimentos e aparelhos é enorme, mas você vai se adaptando com naturalidade. A história principal pode ser terminada em uns dois ou três dias, mas daí ainda restam algumas missões secundárias e os desafios do Charada (esse acaba tomando a maior parte do tempo).


Um jogo praticamente perfeito na minha opinião.


Vale cada centavo do (salgado) preço. 







26 de outubro de 2011

Livro - As Crônicas de Artur

Às vezes fico pensando em quantos livros existem por aí, que poderiam realmente me agradar. Quais filmes ainda não assisti que me deixariam impressionado, quantas músicas ainda não ouvi que me fariam sonhar. Enfim, quantas obras que ainda não tive contato, e tantas outras que morrerei sem conhecer, que acertariam em cheio na minha alma. Provavelmente nunca saberameos ao certo esse tipo de coisa.

O que me leva a concluir que temos sorte quando encontramos uma obra dessas.

Posso dizer que tive muita sorte por ter lido "As Crônicas de Artur".
 
Perfeição é um conceito muito relativo e subjetivo, mas não vejo outra palavra além de "perfeito" para descrever cada um dos três volumes que contam a história de Artur e seus cavaleiros, do ponto de vista (narrativa em primeira pessoa) do guerreiro Derfel. A solução dada pelo autor Bernard Cornwell para descrever a magia no mundo real é genial. Você se sente participando de cada combate, o impacto das espadas e machados contra a parede de escudos, o bafo de cerveja dos inimigos, o cheiro de sangue no campo de batalha. Enfim, a narrativa é tão boa que você vive a história.

O próprio autor disse que essa é sua obra-prima e dificilmente conseguirá escrever algo com tanta qualidade e com tanta alma. Concordo.

Não que os outros livros dele sejam ruins, pelo contrário. Bernard Cornwell é um escritor consagrado que consegue manter um excelente nível em todas as suas obras.

Mas "As Crônicas de Artur", talvez pelo próprio apelo do personagem é imcomparável, é quase inacreditável. É a melhor história que já li e tenho quase certeza que dificilmente perderá esse posto por mais livros que eu leia.


Livros que formam a trilogia, na ordem:

  • O Rei do Inverno
  • O Inimigo de Deus
  • Excalibur





9 de outubro de 2011

Livro - Mostre-me Deus


O Universo foi criado por acaso ou existiu um arquiteto nos bastidores? Houve um momento inicial (Big Bang), ou tudo já estava aqui desde sempre?

A ideia de uma explosão inicial que deu origem a tudo, automaticamente exclui a possibilidade da existência de Deus? Ou de alguma maneira poderia reforçar a crença no divino? É possível conciliar fé e ciência? 

Um macaco digitando aleatoriamente por 15 bilhões de anos em uma máquina de escrever poderia gerar uma obra igual a de Shakespeare em algum momento?

É possível provar a existência de Deus através da ciência?

No excelente livro "Mostre-me Deus - O que a mensagem do espaço nos diz a respeito de Deus", o autor Fred Heeren aborda esses temas e nos mostra os resultados de seu minucioso trabalho de pesquisa, apresentando inúmeros fatos e argumentos no mínimo curiosos, que nos fazem refletir sobre as origens do universo e da vida.

Heeren crê em Deus e tenta fundamentar sua fé com fatos científicos, principalmente o Big Bang. O autor apresenta várias questões de difícil resposta sem a variável "Criador" envolvida na equação. Por exemplo, por que após o Big Bang a força da gravidade não fez com que o universo voltasse ao ponto inicial de singularidade? Também nos apresenta as várias sequências de "coincidências" que seriam necessárias para que o universo se formasse do jeito que o vemos hoje e que a vida se desenvolvesse como se desenvolveu. São muitas coisas que um pouco "pra lá" (a Lua por exemplo) impediria o desenvolvimento da vida e outras que um pouco "pra cá" (Sol), também impediriam.

É uma leitura interessante para ateus e crentes.
Não me convenceu, tudo sempre se resume a acreditar ou não, sentir ou não. E eu não acredito, não sinto. Estou certo que não há literatura que possa mudar isso. Mas esse é um livro que nos faz refletir. 

E isso já é motivo suficiente para recomendá-lo.